Nossos monstros estão no passado, mas influenciam a nossa experiência no presente

Você consegue identificar quanto de suas escolhas e ações no presente são influenciadas por acontecimentos do passado? Sabemos que o passado é uma rica fonte de aprendizados, mas também contém nossos medos e dores.

Todos nós já passamos por situações de medo e dor e muitas vezes, mesmo tendo passado anos, não conseguimos compreender os aprendizados trazidos por essas experiências. A princípio pode ser difícil analisar a situação e conseguir compreender o que podemos aprender com ela, mas esse olhar e processo de reflexão pode ser treinado e construído através da prática.

“Se queres prever o futuro, estuda o passado.”
Confúcio

Quantas vezes sentimos dificuldade de nos abrir para uma nova experiência por medo de sofrermos como na anterior? Quantas vezes nos fechamos em nossos quartos por medo de sermos novamente feridos? Quantas vezes duvidamos da capacidade de sermos felizes pelas memórias de dor do passado?

A cada dia tenho entendido um pouco mais sobre os meus sentimentos e experiências e compreendido que não posso mudar o passado e que ele não precisa ser mudado, o que preciso fazer é aceitar o que aconteceu e analisar essas situações para extrair os aprendizados.

Olhar para nossas feridas e desilusões não é fácil e talvez outras pessoas, que não passaram por experiências semelhantes, invalidem a nossa dor, mas precisamos compreender o que ainda em nós dói e buscar a nossa cura. Algumas dores levam mais tempo que outras, exigem de nós mais esforço e determinação, mas só você sabe o que sente e é a única pessoa que pode compreender a fundo esses sentimentos.

No final das contas não temos medo do futuro, do desconhecido, nós temos medo de que o passado apareça no futuro, temos medo de que o desconhecido seja um disfarce para uma situação de dor já vivida e com esses pensamentos construímos inconscientemente armaduras, muralhas quase que impenetráveis.

Esses mecanismos de defesa cumprem a sua função, mas também nos impedem de viver a vida plenamente, nos protegem das possíveis dores que projetamos em nossa mente, mas nos privam de saborear a vida, de desfrutar do viver.

Viver às vezes dá medo, é um risco, mas estamos aqui para isso, estamos vivos para viver esses riscos, para experimentar as diversas sensações e através dessas experiências aprender sobre nós e sobre o mundo. Estamos aqui para experimentar.

Ainda tenho alguns monstros vivos, ainda sinto dores e me conecto a medos do passado, mas estou aprendendo a me curar e a viver com mais leveza e autocompaixão.

Experimente, viva!

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