Fugir das sombras é uma opção, compreender o que significam e transmutá-las é a melhor escolha

O mergulho no autoconhecimento é uma viagem de reconexão com o nosso SER, nossa essência. Nesse processo de iluminação entramos em contato com partes nossas que foram construídas ao longo de anos e, na maioria das vezes, nos assustam porque são aspectos da nossa natureza que não queremos enxergar.

O autoconhecimento empírico, vivido diariamente, proporciona o contato direto com nossas sombras, com os comportamentos e padrões brutos e agressivos que não queremos assumir que temos. É muito confortável julgar alguém como explosivo, impulsivo, arrogante, etc, mas é doloroso para o nosso ego enxergar em si essas características que se manifestam em situações como as de conflito.

“Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então as sombras ficarão para trás.”
Desconhecido

A percepção da manifestação da sombra é um processo de treinamento, de atenção e vigília de si. É conseguir estar atento e observar o que passa na nossa mente e, ao perceber a manifestação de um padrão denso, compreender o que aquilo diz sobre nós, qual é a fonte daquele pensamento condicionado, o que gerou aquele padrão.

No lugar de reprimir o julgamento ao outro ou o pensamento negativo, se questione o que te motiva a enxergar ao outro ou a situação que se apresenta por esse ângulo, o que está condicionando o seu olhar.

Um dos nossos hábitos é julgar as ações dos outros como certas ou erradas, nos sentimos no direito de ditar o ideal a ser alcançado por alguém que é naturalmente diferente de nós. 

O ponto importante que precisamos compreender é que todos estamos em um processo evolutivo individual que compõem o processo evolutivo coletivo, a evolução do todo. Isso significa que cada um de nós tem uma jornada em direção a nossa melhor versão.

Estar consciente do processo de autoconhecimento não nos torna melhor que outras pessoas, apenas diz respeito ao nosso nível de expansão da consciência individual, mas se observarmos todos estamos indo em direção ao sutil, a essência.

Cada um de nós tem seu tempo para maturar o processo evolutivo, esse ritmo é influenciado diretamente pelo nível de consciência do processo e pelas experiências que já vivemos nessa jornada. A cada experiência que desfrutamos adquirimos novos elementos para o repertório da nossa história de vida, da nossa Lenda Pessoal.

O despertar não é a aniquilação das sombras, dos aspectos densos da natureza humana, mas sim a compreensão de sua existência e a dedicação para transmutar e dissolver esses padrões. Estar desperto é estar consciente da essência e do trabalho individual que temos para alcançarmos a nossa melhor versão.

Desperte, se conheça e nesse processo ajude os outros a despertar.

Be brave!

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