A origem da dor emocional e os nossos processos de cura

A dor é um tema muito amplo, existem vários tipos de dores, temos as superficiais e profundas, físicas e emocionais. Neste artigo vamos conversar sobre as dores emocionais, como surgem, se desenvolvem e os processos que realizamos para curar essas dores.

Falar e compreender sobre a dor é tão importante que a historiadora Joanna Bourke realizou um estudo aprofundado sobre o tema e escreveu o livro The Story of Pain (A História da dor) para nos esclarecer as nuances, interpretações e significados da dor ao decorrer da evolução social e cultural humana.

“Durante a maior parte da história humana, a dor não era sintoma de doenças ou a reação do corpo ao mau funcionamento de um órgão. Era vista como punição divina ou forma de purificar a alma.”
Veja

Se tratando da dor emocional ela tem origem num incômodo sentimento de tristeza que, na maioria das vezes, inicia de forma sutil e como não buscamos compreender o que significa, se agrava podendo se transformar em uma dor mais profunda desencadeando doenças como a depressão e ansiedade.

A origem desses sutis incômodos costumam ser as rejeições, perdas, traumas, sensação de solidão e baixa autoestima. Quanto mais negligenciamos e fingimos que essas dores não existem, mais profundas se tornam.

As dores emocionais surgem no cérebro, mas quando não tratadas podem ser sentidas fisicamente. Através das conexões nervosas nosso cérebro comunica ao corpo que algo está errado e essa energia é somatizada em alguma parte do organismo com o objetivo de provocar uma dor física que nos faça investigar e tratar a origem. 

A dor emocional pode ser curada antes de chegar a somatização física ou mesmo chegando a esse estágio. O processo de cura ocorre em alguns passos, vou compartilhar cinco desses.

  1. Aceitar e reconhecer: para tratar uma dor, independente de qual seja, precisamos aceitar e reconhecer a sua existência. Precisamos validar a dor que estamos sentindo.
  2. Compreender a origem: essa etapa de diagnóstico pode dar um pouco de trabalho, depende do tempo que passamos fugindo da dor. O fato é que toda dor tem sua origem, pode ser uma demissão, término de relacionamento, separação dos pais, etc. Precisamos investigar quando surgiu a dor, o que estávamos vivendo naquele momento.
  3. Encerrar o ciclo: independente da origem da dor que você sente, essa situação já passou, é passado. Logo, é muito importante que trabalhe essa compreensão em você. A situação que te gerou essa dor já passou, mesmo que você ainda tenha a lembrança do ocorrido. Encerre o ciclo.
  4. Trabalhar a autoestima: a maioria das dores emocionais nos fazem questionar o valor das nossas vidas, o quão importante somos para o mundo. É muito importante que reconheçamos o nosso valor próprio, que valorizemos a nossa vida, essa autovalorização eleva a nossa autoestima que é um dos principais fatores para melhorar a nossa saúde emocional. Por isso é importante que você foque no seu crescimento, olhe para você, se cuide, se nutra, faça coisas que elevem a sua vibração e te façam sorrir.
  5. Permitir que o tempo haja: nenhuma mudança estrutural acontece num piscar de olhos, se tratando de curar nossas dores, sendo elas emocionais ou físicas, leva um tempo relativo. É muito importante que façamos a nossa parte, nos cuidando diariamente e permitir que o tempo faça a parte dele. Em algum momento a dor vai passar, só precisamos ser pacientes e confiantes.

As dores emocionais fazem parte da vida e crescimento de cada um de nós, todos nós já sentimos ou sentiremos alguma dor emocional, em níveis diferentes e por motivos distintos. A grande diferença entre nós está no que fazemos com as nossas dores. Alguns se anestesiam com drogas, filmes, sexo, festas, outros as tratam e se curam.

O nosso amanhã é resultado do que estamos fazendo hoje com as nossas vidas. Valorize a sua vida, ame a si e cure as suas dores, se for necessário busque um profissional que possa te guiar nesse processo ou seja o seu próprio guia, mas viva a sua vida plenamente, em harmonia com o todo.

Be brave!

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